Para quem está em busca de um thriller psicológico de alta qualidade literária, “A Volta do Parafuso” (ou “A Outra Volta do Parafuso”) é uma excelente escolha. O livro é bem curto, o que torna a leitura bastante rápida. No entanto, devo confessar que, em alguns momentos, encontrei dificuldades devido à linguagem rebuscada do autor. As descrições minuciosas e o ritmo pausado podem tornar a experiência um pouco cansativa. Contudo, isso não me impediu de considerar reler a obra no futuro para reavaliar minhas impressões!
Resenha do livro A Volta do Parafuso
A trama gira em torno de uma jovem mulher que assume seu primeiro emprego como preceptora de duas crianças que parecem ser a personificação da beleza e da inocência. A menina Flora e o menino Miles são ingênuos e encantadores, cativando a jovem desde o início. No entanto, conforme a história avança, começamos a notar uma faceta peculiar dessas crianças, que vivem em uma imensa e isolada casa, localizada em um lugar conhecido como Bly. A propriedade possui uma beleza melancólica, mas também traz uma aura de mistério e receio.
Durante sua estadia em Bly, a babá começa a experimentar fenômenos estranhos: visões de figuras distantes que observam a partir de torres sombrias e janelas cobertas de poeira — supostos fantasmas que, dia a dia, se aproximam mais dela e dos pequenos. Com a tensão crescente, a protagonista percebe que essas entidades têm o intuito de corromper as crianças, ameaçando a pureza de seus corpos e mentes. O que torna tudo ainda mais perturbador é a suspeita de que Miles e Flora não só não temem os espectros, mas, na verdade, desejam a presença deles.
A princípio, a escrita densa de Henry James pode fazer com que o leitor hesite em continuar. No entanto, ao finalizar a obra, somos confrontados com uma infinidade de questões e interpretações, fazendo com que a leitura se torne extremamente valiosa. As teorias freudianas permeiam o livro, desafiando nossa percepção da realidade. O autor se destaca pela maneira como deixa em aberto diversas incógnitas: será que Miles é apenas uma criança travessa? A preceptora estaria lidando com distúrbios emocionais profundos? Existe alguma força maléfica habitando a mansão ou os fantasmas são reais?
Um aspecto fundamental da narrativa é o papel do narrador personagem, que nos apresenta a história sob uma perspectiva particular. O leitor se vê imerso nos conflitos internos da protagonista, o que dificulta discernir a realidade dos eventos, já que toda a situação é filtrada por suas experiências e valores morais. Suas apreensões e perturbações frequentemente parecem sem fundamento, criando um clima de incerteza. O desespero da narradora nos envolve de tal forma que ficamos em constante expectativa, sem saber o que realmente está acontecendo — é angustiante!
É importante mencionar que existe uma adaptação cinematográfica de “A Volta do Parafuso”, chamada “Os Inocentes”, lançada em 1961. Embora o filme capture o clima aterrorizante e sombrio do livro, ele não permite espaço para a interpretação, criando situações literais que podem dissipar a complexidade e a sutileza da obra original. Apesar disso, é um filme intrigante e perturbador, ideal para os amantes do gênero terror. No entanto, recomendo que você leia o livro primeiro, para aguçar sua imaginação.
E você, já leu “A Volta do Parafuso”? Quais foram suas impressões sobre a obra? Compartilhe com a gente!
"Oi, sou a Minerva! , uma leitora ávida e escritora dedicada. Com 25 anos, meu amor por livros me inspirou a criar este blog, onde compartilho resumos e resenhas sobre minhas leituras favoritas. Aqui você encontrará recomendações de livros, reflexões sobre temas importantes e minhas impressões sobre os personagens e enredos que mais me emocionaram. Se você é um amante de livros em busca de novas histórias para se envolver, junte-se a mim nesta jornada literária."
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