“Frankenstein” é um romance gótico clássico escrito por Mary Shelley e publicado pela primeira vez em 1818. A obra é considerada um marco na literatura de terror e ficção científica, abordando temas como a ambição desenfreada, as consequências da busca pelo conhecimento e as responsabilidades do criador em relação à sua criação.
A trama se desenrola por meio de uma série de cartas e narrativas de diferentes personagens. O protagonista, Victor Frankenstein, é um jovem cientista suíço obcecado pela ideia de superar os limites da vida e da morte. Ele embarca em uma jornada para criar uma criatura através da combinação de partes de corpos diferentes e da aplicação de seus conhecimentos em alquimia e ciências naturais.
Após meses de trabalho incansável, Victor alcança seu objetivo e dá vida à sua criação, porém, ao olhar para o ser grotesco e assustador que ele trouxe à vida, o cientista entra em pânico e foge. A criatura, abandonada e desamparada, começa a vagar pelo mundo em busca de compreensão e aceitação, mas é rejeitada e temida por todos que encontra.
A narrativa passa a alternar entre os pontos de vista de Victor e da criatura. O monstro, apesar de sua aparência assustadora, é dotado de inteligência e sensibilidade, e desenvolve um desejo de vingança contra seu criador por tê-lo lançado em um mundo hostil e solitário. Ele busca Victor para confrontá-lo e exigir que lhe seja criada uma companheira, prometendo desaparecer para sempre da vida humana.
Victor relutantemente concorda com o pedido da criatura e começa a trabalhar em uma segunda criação. No entanto, ele muda de ideia antes de concluir o projeto, temendo as consequências de uma nova criação monstruosa. A criatura, ao descobrir a traição de Victor, decide se vingar causando uma série de tragédias na vida do cientista e de sua família.
A narrativa culmina em um confronto final entre Victor e a criatura nos picos gelados dos Alpes. Após uma série de reviravoltas, Victor morre de exaustão enquanto perseguia a criatura, e o monstro, atormentado pela solidão e pela perda, decide tirar sua própria vida, encerrando assim o ciclo de destruição e tragédia.
“Frankenstein” aborda questões profundas sobre ética científica, responsabilidade moral, alienação e as consequências da busca desenfreada pelo poder. A história alerta sobre os perigos da ambição sem limites e das ações impensadas que podem resultar em tragédias irreparáveis. A dualidade entre criador e criatura também serve como um reflexo das complexidades da natureza humana.
Em resumo, “Frankenstein” é um romance atemporal que explora os dilemas morais e as implicações das ações humanas através da história de um cientista que cria vida e sua criação que busca por compreensão e aceitação.
Resumo do livro – Frankenstein
No romance “Frankenstein” de Mary Shelley, os personagens desempenham papéis cruciais na exploração das implicações éticas e morais da criação e da ambição desmedida. Aqui estão os principais personagens:
Esses personagens principais desempenham papéis essenciais na exploração dos temas de responsabilidade, solidão, ambição e busca por identidade em “Frankenstein”. Cada um contribui para a complexidade da história, permitindo que os leitores ponderem as implicações morais e éticas das ações humanas.
Parte 1: Cartas e Contexto O romance começa com uma série de cartas de Robert Walton, um explorador ártico, para sua irmã, descrevendo sua jornada e a descoberta de um homem em meio ao gelo. Walton narra sua ambição em alcançar feitos grandiosos e sua solidão durante a expedição.
Parte 2: Narrativa de Victor Victor Frankenstein, narrando sua própria história para Walton, relembra sua infância e educação na Suíça. Ele desenvolve um fascínio pelo conhecimento científico e a possibilidade de superar a morte. Na Universidade de Ingolstadt, ele cria uma criatura através da alquimia e ciência, mas é consumido pelo horror ao ver seu aspecto grotesco.
Parte 3: A Criação e a Rejeição A criatura ganha vida, mas Victor foge horrorizado. A criatura, abandonada e rejeitada pela sociedade, observa e aprende de longe. Ele tenta se conectar com humanos, mas é repelido devido à sua aparência. Em um ato de vingança, mata o irmão de Victor, William.
Parte 4: Confronto e Revelação A criatura encontra Victor nas montanhas e exige que ele crie uma companheira para ele, prometendo desaparecer da vida humana. Victor concorda, mas muda de ideia e destrói sua segunda criação antes de concluí-la. A criatura, em resposta, assassina Henry Clerval, amigo de Victor.
Parte 5: Busca por Vingança A criatura confronta Victor novamente e relata suas próprias experiências desde sua criação. Ele conta como aprendeu a língua, a ética e os costumes humanos através da observação. Ele compartilha sua solidão e sofrimento e justifica seus atos de vingança como resultado das rejeições que sofreu.
Parte 6: A Perseguição Ártica Victor decide caçar a criatura nos gelos do Ártico, levando-o a um estado de exaustão. Walton, preocupado com Victor, continua a narrativa por meio das cartas. Victor morre, mas antes adverte Walton sobre os perigos da ambição descontrolada e implora que ele evite os mesmos erros.
Parte 7: O Fim da Criatura A criatura aparece, lamenta a morte de seu criador e declara que agora pretende se retirar e morrer em solidão. Ele reconhece a natureza de suas ações e o impacto delas sobre as vidas humanas. Com o desfecho da criatura, a narrativa chega ao fim, com Walton refletindo sobre as lições aprendidas.
“Frankenstein” é uma obra que explora os limites da ambição humana, a busca pelo conhecimento e a responsabilidade por nossas criações. O romance destaca as consequências devastadoras de se negligenciar os aspectos éticos e morais em nome da ciência e da ambição pessoal.
Após a leitura de “Frankenstein” de Mary Shelley, fica evidente a profundidade das questões éticas, morais e filosóficas exploradas no romance. A obra nos leva a refletir sobre os perigos da ambição desmedida e da busca pelo conhecimento sem limites, bem como sobre as responsabilidades do criador em relação à sua criação.
A história de Victor Frankenstein e sua criatura nos alerta sobre as consequências nefastas de ignorar as implicações éticas em favor de objetivos pessoais grandiosos. A ambição de Victor o leva a desafiar os limites da natureza e a criar algo que ele não consegue controlar, resultando em tragédias que afetam a vida de muitos.
A dualidade entre Victor e a criatura também nos lembra da complexidade da natureza humana. A criatura, apesar de sua aparência monstruosa, possui sentimentos e busca por conexão e aceitação. Isso nos leva a questionar quem é o verdadeiro monstro da história: aquele que criou a vida sem considerar as consequências, ou a criação que busca compreensão em um mundo hostil.
Além disso, “Frankenstein” ressalta a importância da responsabilidade do criador em relação à sua criação. Victor se recusa a assumir a responsabilidade pelas ações da criatura e isso leva a um ciclo de tragédia e destruição. A obra nos adverte sobre os perigos de abandonar nossas criações e negligenciar o impacto que elas podem ter na sociedade.
Em suma, “Frankenstein” vai muito além de ser um mero conto de terror. É uma obra que nos faz questionar nossa relação com a ciência, a ética e nossa responsabilidade perante nossas ações. Através das experiências de Victor e da criatura, somos lembrados das complexidades da condição humana e das implicações de nossas escolhas. A história permanece como um lembrete poderoso de que devemos considerar cuidadosamente as consequências de nossas ambições e ações, buscando um equilíbrio entre o avanço do conhecimento e a preservação da ética.
“Frankenstein” foi publicado pela primeira vez em 1818. A autora da obra é Mary Shelley. Ela tinha apenas 20 anos quando escreveu o romance, que se tornou um marco na literatura de terror e ficção científica. A primeira edição do livro foi publicada anonimamente, mas na segunda edição, publicada em 1823, Mary Shelley foi devidamente creditada como a autora. A história por trás da criação deste romance também é notável, já que foi concebida durante uma estadia de verão na Suíça, onde Mary Shelley estava com seu marido Percy Shelley e o poeta Lord Byron. Foi durante esse período que eles tiveram a ideia de escrever histórias de terror como um desafio literário, e foi aí que Mary Shelley começou a desenvolver a trama que eventualmente se tornaria “Frankenstein”.
Essas curiosidades ilustram como “Frankenstein” é mais do que apenas um conto de terror; é uma obra que ressoou ao longo do tempo, influenciando a literatura, a cultura pop e as discussões sobre ciência e ética.
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Frankenstein, Escrito por Mary Shelley
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